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O PAPEL DO LÍDER NO DESENVOLVIMENTO DA EMPATIA NA EQUIPE DE RADIOLOGIA NO SERVIÇO DE SAÚDE

Os resultados organizacionais passam por uma boa estratégia elaborada pelo líder e pela alta performance de sua equipe.

O serviço de saúde é um local onde a circulação de pacientes, acompanhantes, médicos e funcionários é intensa. Temos pessoas que vem tirar informações, pacientes que vem acompanhados para dar continuidade a tratamentos, funcionários que executam sua rotina normal e também os que cuidam das urgências e emergências.

Administrar todas essas situações requer sistemas complexos de atendimento, procedimentos, protocolos e de gestão de resultados.

A estrutura é composta de equipamentos, instalações, salas especializadas e acomodações para situações de internação.

Cada pessoa que convive nesse local tão especial vem em busca de respostas para seus males, tratamentos para suas enfermidades, visita um ente querido e também para “ganhar seu pão de cada dia”.

Um serviço de saúde não se resume a estrutura e burocracia. Essas questões lógicas e objetivas, vem acompanhada de muita emoção, “circula muita emoção”.

Emoção pelo término de um tratamento bem sucedido, por rever um parente ou amigo que está em recuperação e repouso. Emoção por trabalhar num lugar onde  “vida e morte” são separadas por frações de segundos, por instantes. E emoção da vida que surge da mãe orgulhosa “por dar a luz a seu tão esperado filho”.

Nesse local que acontece situações tão intensas, é necessário um comando firme, competente, experiente, que oriente, direcione, motive sua equipe. Que estabeleça critérios justos de gestão de seu capital humano.

E não existe nada mais estimulante do que pertencer a uma equipe coesa, focada, competente e que consegue resolver problemas.

Nesse cenário de enormes desafios surge o gestor, que bem preparado, com boa visão de resultados e de desenvolvimento humano, cria estratégias para a existência de um bom ambiente de trabalho, para dessa forma gerenciar as demandas do serviço de saúde.

Uma das ferramentas de gestão extremamente atuais e que o gestor pode dispor é a Inteligência Emocional.

Daniel Goleman, pesquisador e psicólogo, quando desenvolveu seus estudos sobre as emoções, apresentou as características que um indivíduo considerado inteligente emocional possui.

Entre essas características, a que pode trazer um ganho no atendimento a pacientes, acompanhantes e demais indivíduos que convivem com radiologia, é a empatia.

Goleman definiu que sentir a emoção que o outro sente e se colocar na posição dele, é um forte exercício da empatia, que é uma das características da inteligência emocional.

Trazendo para o ambiente de trabalho da radiologia, a empatia proporciona a compreensão de que um paciente em crise precisa ser examinado, diagnosticado e medicado. Uma tarefa que todos que cuidam de enfermos deveriam compreender.

Um exercício de empatia é fechar os olhos e imaginar o quanto a dor sentida pelo paciente deve estar insuportável. Um dos efeitos pode ser a angústia, ou a compaixão. Esse exercício fará com que os  responsáveis pelo paciente se sintam incomodados em vê-lo esperando e providenciem o mais rápido possível os procedimentos para a realização do exame ou consulta..

Além dessa mentalização de um atendimento tão crítico, o profissional de saúde necessita mostrar-se gentil, interessado, disponível ao paciente.

Estampar um sorriso, um olhar simpático e acolhedor, auxiliar na diminuição da sensação de desconforto e tensão que é realizar uma consulta, um exame, um tratamento invasivo, um procedimento cirúrgico. Dessa maneira, o profissional de radiologia estará dando um acolhimento humanizado e diferenciado.

Certamente essas questões emocionais envolvidas no suporte a pacientes precisam ser melhor dissecadas, para que resulte em maior empatia, em maior inteligência emocional.

Goleman mostra que essa inteligência, essa “emoção” pode ser treinada, desenvolvida, controlada. Para Goleman, reconhecer as próprias emoções e as dos outros, é o diferencial da raça humana. Com as emoções controladas, o homem consegue utilizar as outras inteligências e outras capacidades humanas, com excelência, destreza e agilidade.

Portanto o gestor, também chamado de líder, porque não, pode incluir em suas ferramentas de trabalho, a inteligência emocional.

Para tanto, ele também precisa se desenvolver nessa área, que é praticamente infinita, e ao se “colocar no lugar do outro” passará a entender pelo que passam “seus liderados”. Entender que enfrentar a luta pela a vida e morte é estressante, desgastante e angustiante para seu liderado! Essa pressão poderá desequilibrá-lo!

Perceberá que seus liderados “ficam no fio da navalha” e precisam de apoio.

Diariamente sua rotina é de atender inúmeros pacientes ao mesmo tempo, enfrentam o estresse das longas jornadas de trabalho, comum nesse ambiente de trabalho. A execução dessa longa rotina, pode os levar a desenvolver sérias patologias psíquicas, ocasionando até mesmo afastamento do trabalho por motivo de saúde.

Por fim, perceber toda essa pressão nos seus liderados, utilizando-se da inteligência emocional, auxilia na nobre e estressante atividade dos profissionais de radiologia, que por formação e característica psicológica, tende a usar mais a razão, o pragmatismo e a ciência, do que a emoção.

O que você acha de desenvolver sua inteligência emocional?

Essa é a grande questão que fica para reflexão.

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo e Coach

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